segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Relato de Viagem: primeiras comprinhas em Midtown Miami

Após tomarmos café no hotel e fazermos o check out, resolvemos aproveitar a manhã para fazer as primeiras comprinhas.
 Fomos para lá sem grandes pretensões de compras, o objetivo maior da viagem era curtir os parques, mas queríamos comprar roupinhas e por isso fomos de malas vazias. Levei apenas: roupas íntimas, um short jeans, uma calça jeans (fui usando), um casaquinho cardigã, um tênis velho bem comfortável, um par de havaianas, um par de sapatilhas (fui usando), uma saída de praia, biquíni (encomendei um biquíni estilo pin up para entrega no hotel da Disney, mas levei outro por precaução), umas quatro blusas, alguns poucos acessórios e produtos de higiene (desodorante, óculos escuros com grau, etc), uma bolsa maiorzinha que fui usando e uma menorzinha para os parques... E só! Minha mãe e marido fizeram a mesma coisa, levaram apenas algumas peças básicas.

Optei por fazer as primeiras compras no shopping Midtown Miami por alguns motivos: tem lojas que eu queria visitar, é vazio e fora do circuito turístico, não é longe do hotel,  além de ter estacionamento fechado (embora pago). Não é bem um shopping, é mais um complexo de lojas.

Eu e minha mãe na Fountain Plaza do shopping. Sim, há estátuas do Romero Britto por lá!

A primeira parada foi a, querida por muitos e odiada por outros tantos, Ross Dress for Less. A Ross é uma espécie de "outlet dos outlets", pra onde vão todas as sobras do que não foi vendido nas pontas de estoque, por um preço ainda menor. As lojas costumam ser cheias e bagunçadas. As coisas não são muito bem organizadas, são meio "jogadas" nas araras e, como é preciso garimpar as peças boas e tamanhos certos, os clientes fazem ainda mais bagunça! Não é uma loja recomendada para quem não gosta de perder tempo garimpando. Dizem que os estoques são repostos todos os dias e que é melhor chegar cedo e ir em lojas mais distantes do circuito turístico. Acreditei e foi isso que fizemos, chegamos na loja por volta das 10h30.

Confesso que ficamos lá por muito mais tempo do que planejamos, embora a loja estivesse bem vazia e mais organizada do que eu esperava.
Lá dentro nos dividimos para procurar o que queríamos mais rápido. Esse foi o primeiro contato da minha mãe, Rô, e do meu marido, Philippe, com uma loja americana e lembro da minha mãe dizer, ao passar pela seção de decoração e ver o tanto de coisa bonita e os preços super baratos, "dá vontade de sentar e chorar".
Não compramos muita coisa... lembro que minha mãe comprou meias, panos de prato (com estampas e um tecido incrível), meu marido comprou meias, blusa básica, cuecas... realmente é necessário garimpar, pois há muitas peças feias e algumas bonitas no meio. Minhas duas melhores compras foram esse vestido e essa blusa:

A blusa é de flanela bem grossinha e o preço é inacreditável para a qualidade! Ela é muito bem costurada, cheia de detalhes, linda! O tamanho é L (large, ou seja, grande), mas coube certinho em mim, que visto M.
O vestido também é de um tecido grossinho, que lembra um tweed mais fino. Ele veste bem e tem esse detalhe lindo nas costas. Também achei um preço ótimo para a qualidade. Na hora não gostei muito da estampa, mas vestiu bem, comprei e estou usando muuuito! Comecei a usá-lo lá mesmo, durante a viagem.

Depois da Ross demos uma passadinha na Marshalls, mas não compramos nada. Demos um pulinho também na PetSmart, para comprar brinquedinhos para os filhotes de pêlos e penas que ficaram aqui no Brasil.
A última parada foi a T-Mobile, onde compramos um chip pré-pago para o celular. O chip, que tem validade de 3 anos, custou US$10 e escolhemos um plano pay by the day, onde pagamos um valor (US$2, se não me engano) por dia, incluindo ligações locais e internet 3G. Como os parques ainda não tinham wi-fi, usamos muito para acessar a internet, enviar fotos para o Facebook, ver no aplicativo o tempo das filas, etc. Para nós o plano compensou. Para quem quer contratar por mais tempo, talvez valha a pena dar uma olhada nos outros planos. Também preferimos não contratar o plano com ligações internacionais, que era bem mais caro. Como tínhamos acesso ao Skype, ficaria mais barato usá-lo e comprar um cartão pré-pago para usar no telefone convencional, para falar com os que não tinham acesso ao Skype (meus avós, basicamente). Deu super certo! É importante ver se o chip é compatível com o celular.

Queríamos ir na Party City, para comprar fantasias para a festa de Halloween no Magic Kingdom, e no supermercado Target , mas já estávamos famintos e estava ficando tarde, então resolvemos ir almoçar e deixar as fantasias e as compras de supermercado para Orlando. Era dia 6 de setembro, aniversário do Philippe e tínhamos uma reserva em um restaurante na Disney, por isso não podíamos chegar muito tarde em Orlando.
Uma dica para quem quer ir nesse complexo de lojas é que lá há restaurantes e lanchonetes, como o ótimo Five Guys e o... GIRAFFAS! Sim, é sério, olha a foto que tiramos no elevador:

"Um toque brasileiro ao que você gosta de comer". Propaganda do Giraffas no elevador. 

É claro que eu não ia escolher comer no Giraffas estando nos EUA, ainda mais com um Five Guys no mesmo local! Mas nós não queríamos comer hambúrguer, queríamos mesmo era comer camarão e lagosta! Comida que Philippe gosta para comemorar seu aniversário. Então, resolvemos colocar o pé na estrada para Orlando, com uma paradinha no Red Lobster mais próximo!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Relato de Viagem: Primeira noite em Miami - Comfort Suites Miami Airport North

Como disse no último post, chegamos tarde da noite em Miami. Pegando malas, alugando carro, só fomos chegar ao hotel de madrugada.
Já esperava chegar tarde e por isso procurei um hotel com características específicas: com recepção 24 horas, perto do aeroporto, com estacionamento descomplicado, com café da manhã, mesmo que simples, para nos poupar tempo de manhã e, claro, limpo, minimamente confortável, com bom atendimento e bom preço. Ufa! As exigências parecem muitas, né? Então me pus a procurar avaliações em sites de viagem e de reservas, como o Trip Advisor e o Hoteis.com. Depois de muuuuita pesquisa (dá trabalho, mas eu amo!), achei o Comfort Suites Miami Airport North.

Viajaríamos em setembro e o hotel havia sido inaugurado em fevereiro. As avaliações eram ótimas, as únicas críticas eram o estacionamento pequeno que enchia rapidamente (mas havia a possibilidade de estacionar próximo ao local), o café da manhã que não agradava a todos e a vizinhança que, bem, o hotel é ao lado do aeroporto! Não tem nada! O café não me preocupava, pois queríamos algo simples. O estacionamento também não me parecia um grande problema, pois íamos em baixa temporada e havia possibilidade de estacionar próximo ao local. A vizinhança também não era problema, pois iríamos apenas dormir e sair na manhã seguinte. O quarto era uma suíte com duas camas queen e um sofá-cama - ótimo para nós que, de início, seríamos cinco pessoas. A tarifa, para reserva com antecedência, também era boa e tanto o estacionamento, quanto o café, estavam incluídos gratuitamente. Não pensei duas vezes.
O hotel oferecia translado gratuito 24 horas entre o hotel e o aeroporto e cogitei utilizá-lo caso chegássemos cansados demais para pegar o carro. No fim, achamos melhor pegar o carro logo para economizarmos tempo na manhã seguinte.


Carro parado nos arredores do hotel.

 Chegando no hotel, não tivemos problemas para estacionar. Como previsto, o estacionamento estava bem vazio. Havia apenas um atendente na recepção, muito cordial, e o check-in foi super rápido. Notamos que ao lado da recepção havia um pequeno bar (fechado, pelo horário) e uma pequena lojinha de conveniência com itens que podem ser úteis, como água e cup noodles. O hotel é muito novo, tem decoração sóbria, mas bonita, apesar de ser um hotel simples. Há uma pequena piscina e um fitness center, que não usamos. 


Piscina.


O quarto era surpreendentemente espaçoso e limpo. Há uma ante-sala com o sofá cama, mesinha de centro e uma escrivaninha. Do outro lado o rack de TV, poltrona e banquinho. Há bastante espaço para guardar roupas, já que tem um armário (com cofre e tábua e ferro de passar) e gavetas. Mobília, carpete, tudo novinho! 


Ante-sala

Marido, a escrivaninha e poltrona.

Rack com a TV.

Armário por dentro.

Tem microondas, frigobar e cafeteira - ótimo para quem vai com criança ou fica por mais tempo. Eles fornecem alguns sachês de café e chá, mas minha mãe e meu marido provaram e disseram que o café é horrível! Aliás, café nos EUA, é realmente ruim (Há uma explicação para isso, mas deixo para um post futuro).A internet wi-fi funcionou bem para nós, mas já ouvi relatos de que não pega bem em alguns quartos.


Cafeteira com copinhos e sachês.


A cama é super confortável! Estávamos exaustos e apagamos! Tivemos uma ótima noite de sono, pois, apesar do hotel ser bem próximo ao aeroporto, o quarto é bastante silencioso, não ouvimos o barulho dos aviões.  


Camas.

O banheiro tinha espaço suficiente, era também bastante limpo e a água quente funcionou perfeitamente.

Banheiro

Pia.


Quem está acostumado com os buffets de café colonial dos hotéis brasileiros pode se decepcionar com o hot breakfast oferecido pelo hotel. Eles oferecem bastante variedade - alguns pães, cream cheese, ovos, algumas frutas - mas a comida não é lá essas coisas. Os ovos eram horríveis! Uma espécie de omeletes, que devem ser comprados prontos e ficam duros e borrachentos (e ainda estavam frios!). Já os waffles, no sistema "faça você mesmo", eram beeem bons! São dois ou três tipos de massa, que você derrama na maquininha e espera ficar pronto, e várias coberturas disponíveis. Para mim o waffle e o suco de laranja (aquele pasteurizado da Flórida, horrivelmente bom! rs)  já valeram como um belo café da manhã. Não é uma super refeição de férias, mas quebra o galho de quem tem que sair cedo e é de graça (de graça não, né? Nada é de graça, mas não representa um custo extra!).  


Cara de sono, comendo waffle tomando suquinho. 
Cara de sono, comendo ovos ruins e pão com cream cheese.

Bem alimentados, fizemos um check-out, também super rápido e rumamos para o shopping Midtown Miami. Nossa viagem estava apenas começando!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Relato de Viagem: A chegada em Miami e o aluguel do carro

Pesquisei muito antes de escolher por qual empresa alugaria o carro, item indispensável para quem vai para Orlando por Miami. Decidi alugar através do Orlando Tickets Online e não me arrependo... um ótimo preço, um ótimo atendimento e não, eu não estou ganhando nada para dizer isso! Mas, infelizmente, não posso dizer a mesma coisa da Alamo, a principal locadora com a qual eles trabalham (acho que eles trabalham com outras também, mas no site apenas os preços da Alamo estão listados).

Após chegarmos em Miami, já tarde da noite, pegamos as malas na esteira e, após fazer a imigração (tranquila, sem traumas!), pegamos o MIA Mover até o local onde ficam as locadoras de carros. O primeiro mico em terra estrangeira já aconteceu nesse percurso, quando dona Rosangela (minha mãe), sem saber que era proibido, entrou com o stroller de carregar malas em uma das esteiras dos corredores do aeroporto. O que aconteceu? O stroller travou e as malas despencaram, caindo todas em cima da esteira e causando um enorme engarrafamento de pessoas, já que quem vinha atrás teve que parar. Um King Kong!


A única foto que tirei do aeroporto usei no último post. Essa foto é do Jimmy Baikovicius.



Chegando na área das locadoras, depois de uma pequena fila, fomos atendidos em um dos balcões da Alamo. Eu já sabia que o atendente me empurraria uma série de seguros extras e já estava preparada para recusá-los, mas não esperava que ele fosse tão agressivo em sua abordagem. 
Sempre ouvi todos falarem "você não precisa de nenhuma outra coisa além desses seguros já contratados e do SunPass (o adicional para passar direto nos pedágios e ter as tarifas cobradas depois pelo cartão de crédito)", então já sabia que deveria negar qualquer outra coisa oferecida. 
O atendente, muito arrogante, me perguntou se queria trocar de categoria. Disse que não. Ele disse que, como éramos 3 pessoas, nossas malas não caberiam no carro. Eu disse que tínhamos apenas três malas médias, não pretendíamos fazer muitas compras e que elas caberiam, sim. Ele insistiu. Eu disse que tinha um carro muito pequeno no Brasil e que se as malas couberam nele, caberiam em um carro maior (eu tinha um Twingo, não tinha como as malas caberem nele e não caberem em um carro da categoria que alugamos!). Ele sacudiu os ombros, murmurou um "ok" com cara de "depois não diga que não tentei avisar" e, sem me perguntar mais nada, entregou o contrato... com vários seguros e itens que me gerariam um enorme custo extra! 

Devolvi o contrato, pedindo, muito educadamente, que ele imprimisse um novo SEM aqueles itens que eu NÃO havia pedido! O atendente reagiu como se meu pedido fosse absurdo, disse que se algo ocorresse a minha mãe seria responsabilizada (pagamos com o cartão de crédito dela, já que o meu havia sido clonado pouco tempo antes da viagem). Eu disse que não queria, que não precisava daqueles itens e ele continuou tentando nos convencer de uma maneira bastante agressiva, falando muito em espanhol (enquanto eu falava apenas em inglês com ele) e dizendo "Você tem certeza? Você quer que sua mãe seja responsabilizada? Ela pode ter que pagar muito dinheiro! Ela pode até ser presa!", virava para minha mãe e dizia "Você quer ser responsabilizada? Quer sofrer as consequências?". Ele falava como se alguma coisa fosse acontecer conosco com certeza, o que dava um tom de ameaça ao que ele dizia. 
Ele só parou quando pedi, falando bem alto para que os clientes que estavam nos balcões ao lado escutassem, que ele cancelasse tudo que eu alugaria o carro por outra empresa. Ele disse algo como "Tudo bem, eu fecho seu contrato como você quer. Mas depois não venha aqui chorando, reclamando. Não diga que eu não avisei!".
Escolhemos um carro entre os dois que estavam disponíveis, um Dodge Avenger, e fomos embora, com medo de que algo ocorresse, de que fosse tudo armado pela locadora para que algo desse errado. Felizmente, nada ocorreu durante toda a viagem. 


O Dodge que alugamos. Foto minha.

É complicado recomendar a Alamo depois do atendimento que tivemos, mas voltaria a alugar através do Orlando Tickets Online sem pensar duas vezes. Em Orlando, passamos no escritório para buscar alguns ingressos que compramos com eles e pegar o GPS que eles emprestam e o atendimento foi ótimo! Nos deram dicas, recomendações de segurança e ainda peguei alguns cupons de desconto que estavam disponíveis. Da próxima vez, alugo com eles, mas por outra locadora.

Próximo capítulo: o hotel que ficamos em nossa primeira noite em Miami. Outra grata surpresa! Aguardem!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Relato de Viagem: Voando Avianca para Miami

Uma surpresa positiva da nossa viagem foi voar pela primeira vez pela Avianca.

Já tinha ouvido falar bem da companhia, nas minhas longas pesquisas, quando me deparei com uma promoção imperdível do Lifemiles, o programa de milhagem da Taca/Avianca. Aconteceu assim: havia me cadastrado no Lifemiles havia alguns meses, para receber promoções por e-mail e ficar por dentro do programa, e recebi um e-mail anunciando a promoção de compra de milhas a 2x1 para clientes cadastrados há mais de três meses. Eu não tinha nenhuma milha, mas resolvi checar o preço para ver se valia a pena comprar algumas... qual não foi a minha surpresa ao achar um voo de ida e volta para Miami por um número muito baixo de milhas! Inacreditáveis 26 mil milhas pela ida E volta! Chequei e vi que o número máximo de milhas permitido para a compra me permitiria resgatar, com folga, três passagens de ida e volta para Miami. Perfeito! Era o que eu precisava! Comprei a metade do número necessário de milhas, ganhei o dobro pela promoção e resgatei as três passagens pelo preço de uma! Sim, eu paguei o preço de UMA passagem de ida e volta para Miami por TRÊS passagens! Uma façanha que nunca mais consegui repetir, embora a Avianca ainda faça promoções de compra a 2x1 de vez em quando (mas nunca mais consegui encontrar passagens por uma baixa quantia de milhas).


Estava empolgada com a promessa de um bom serviço e aeronaves novas e foi o que encontrei.
Embarcamos no dia 5 de setembro, por volta de 8h45 da manhã, depois de uma longa fila para o check-in, pois não havia conseguido fazer check-in online.

Se não me engano, o avião era um Airbus A319, com três assentos de cada lado. Não senti muita diferença no espaço entre as poltronas, que alguns reviews na internet dizem ser um pouco maior. O serviço, no entanto, foi atencioso, a comida comível (padrão de comida de avião,  mas comida e não barrinha de cereais) e o entretenimento de bordo, uma delícia.

O avião tem telas individuais com filmes, séries, jogos, informações turísticas, músicas, clipes e shows. Havia vários filmes novos (Valente, O Ditador, MIB3, entre outros) e também filmes mais antigos e clássicos. Achei os shows e as séries interessantes também (shows do John Lennon, Duran Duran, séries Modern Family, Two Broke Girls, Simpsons, entre outras). A grande desvantagem é que não há opção de legendas em português, apenas dublagem.


A telinha inclui uma entrada USB, que lê somente fotos e arquivos de mp3, mas não lê vídeos. Há um controle remoto que serve também de console para jogos, muito interessante!
Travesseiro, manta e fones de ouvido estavam à disposição de todos sem custos, mas aconselho levar os próprios fones, pois a qualidade dos fornecidos pela companhia é bem ruim (quebra um galho para os esquecidos, de todo modo).
A comunicação com os passageiros era toda em espanhol bastante corrido ou um inglês pouco compreensível, mas nada que representasse um grande problema, já que os comissários eram atenciosos.

No primeiro trecho, foi servido um café da manhã à bordo. De acordo com as fotos que tirei (a minha parca memória talvez não me deixaria lembrar de tudo), uma das opções era omelete, com batatas, um pedacinho de linguiça, tomate, um copinho de frutas, pãozinho integral, manteiga e geleia. A outra era quiche de queijo, champignon, as mesmas batatinhas, frutinhas, o mesmo pãozinho, manteiga e geleia. O almoço foi um sanduíche de queijo, presunto e tomate. Para beber, muitas opções, de vinho branco a refrigerante colombiano Postobon. As bebidas alcoólicas estavam disponíveis somente no almoço e incluíam vodca Absolut e uísque Red Label.


Por volta das 13h chegamos ao aeroporto de El Dorado em Bogotá, Colômbia. Esta é a parte ruim da viagem, uma looonga parada de 5 horas. Mas pelo preço das passagens, eu não podia reclamar, né? Mais que justo!
O aeroporto de El Dorado é o hub da Avianca na América do Sul e tem infraestrutura semelhante à que temos no Galeão, aqui no Rio, ou seja, precária. Duty Free fraco, poucas opções de restaurantes e lanchonetes e um wi-fi imaginário que não funcionou para nós. Há quem saia do aeroporto para dar uma volta em Bogotá, visitar o Cerro Monserrate ou almoçar pelo centro, mas, apesar de ser tentador, o medo do engarrafamento em um dia comercial falou mais alto. Ficamos no aeroporto.

O procedimento de desembarque já tomou um certo tempo de nossa espera e depois fomos almoçar na praça de alimentação do aeroporto. Dica: ao sair do local de desembarque é melhor não entrar na fila de conexões, mas na fila de desembarque/imigração, como se fosse sair do aeroporto e ir para a praça de alimentação. A área de espera para conexões tem pouquíssimas opções! Nós entramos pelo lugar errado, para a área de conexões, onde há apenas o Duty Free, alguns cafés e duas lanchonetes, e tivemos que recorrer a um funcionário do aeroporto para sair dela (meio fugidos, por uma escada de funcionários!).
Na praça de alimentação, nada de comida gourmet, mas é possível provar pratos tradicionais colombianos, como a bandeja paisa. Com mais três horas e meia de viagem pela frente preferimos não arriscar uma dor de barriga, preferimos pedir massa em um restaurante chamado Piccolo. Lasanha, espaguete, nada muito elaborado, nada maravilhoso, nem ruim, apenas bom. Nos divertimos pagando a conta de  64.715... pesos uruguaios! Com cartão de crédito, é claro, não precisamos trocar pesos. Tentamos o pagamento com American Express, que não passou, mas conseguimos com o Mastercard.


Depois um café colombiano em uma das lanchonetes mais próximas à área de embarque. Café ruim e não conseguimos pagar com cartão, pois nossa conta não atingiu o mínimo necessário estipulado pela loja. Nossa sorte foi um venezuelano simpático na mesa ao lado, que morava no Brasil, viu nossa dificuldade e se dispôs a trocar algum dinheiro por reais.

Antes do embarque passamos por uma revista bem rigorosa! Tivemos que tirar sapatos, abrir malas, nécessaires, tudo! Minha mãe perdeu um isqueiro e um cortador de unha. Besteira, mas se não quiserem perder nada, é bom checar as regras e pensar bem no que levar!
Enfim, embarcamos em um avião equivalente ao do primeiro trecho, outro A319 ou um A320, talvez, não prestei atenção, sorry! Nesse voo foi servido jantar. Uma saladinha, frango com legumes e purê de batatas. Não me lembro qual era a segunda opção e, a contar pelas fotos, todos comemos a mesma coisa. De sobremesa um biscoitinho colombiano recheado de doce de leite que, se bem me lembro, era muito bom!


Algumas horas depois... welcome to MIA! Saímos de Bogotá pouco depois das 18h e chegamos em Miami por volta das 23h, sem atrasos.

Na volta não tivemos a mesma sorte, mas isso já é estória para outro post... por enquanto nossa viagem está apenas começando!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A difícil missão de conseguir passagens com milhas

Hoje em dia quase todo mundo junta milhas aéreas, seja viajando, seja pelo cartão de crédito ou outros programas de recompensas. O difícil é depois trocar essas milhas! Passei por isso recentemente e acho que posso dar algumas dicas úteis para quem quer juntar e trocar milhas, economizando um bom dinheirinho nas passagens (que, cá entre nós, estão caríssimas!).

1. Junte tudo!


Não é só viajando que conseguimos juntar milhas atualmente. É possível juntar milhas pelo cartão de crédito (seja por cartão de crédito comum ou das próprias companhias aéreas), fazendo compras em lojas específicas, colocando gasolina no carro... Há programas como o Multiplus Fidelidade e o Km de Vantagens (ótimo programa do posto Ipiranga), que nos dão chances de ganhar milhas fazendo compras e utilizando serviços..
Uma dica é pagar as contas pelo cartão de crédito. Sim, pagamos IOF, é claro, mas podemos pensar que esse valor é apenas um investimento em futuras passagens aéreas. Vale também pela comodidade de pagar nossas contas com uma só data de vencimento. Geralmente conseguimos entre 1 e 2 pontos por cada dólar gasto através do cartão. Ganhando Um exemplo: ganhando 1 ponto por dólar e pagando uma conta de R$2.000 por mês, ganharíamos (com a cotação de hoje) 1157 pontos por mês, 13884 pontos por ano, o que já é suficiente para trocar por um trecho para um destino nacional.
Outra dica é procurar aproveitar os  programas que dão pontos em milhas por serviços que utilizamos no dia-a-dia. Quando preciso, por exemplo, comprar um eletrodoméstico, dou preferência às lojas que têm convênio com o Multiplus Fidelidade e assim ganho mais pontos (além dos que já ganho fazendo a compra por cartão de crédito). Há vários tipos de empresas conveniadas e você pode ganhar pontos se hospedando em hotéis, alugando carros, abastecendo o carro, assinando revistas e etc.

2. Dê uma chance às companhias aéreas estrangeiras!


Geralmente podemos transferir as milhas que juntamos no cartão de crédito para programas de milhagens de companhias aéreas estrangeiras. É recomendável pesquisar sobre essas companhias antes de transferir nossas milhas do cartão para alguma delas, e assim checar, por exemplo, qual companhia disponibiliza maior quantidade de assentos para o destino desejado, com o uso de menos milhas. Muitas companhias estrangeiras têm programas de milhagens mais flexíveis, que permitem a doação de pontos para terceiros e a compra de milhas para completar uma passagem. A minha dica é: pesquise as companhias com vôos para o destino desejado, cadastre-se em seu programa de milhagens (geralmente não é necessário voar para se cadastrar) e cadastre-se para receber newsletters de promoções da empresa em seu e-mail. As companhias geralmente lançam promoções para clientes que já estavam cadastrados antes, por isso é bom não esperar por uma promoção para se cadastrar. Geralmente é mais fácil conseguir passagens por companhias estrangeiras do que por companhias nacionais, e por um número de milhas reduzido também. Enquanto na TAM, por exemplo, um trecho para os EUA custam no mínimo 20 mil milhas, é possível achar vôos na Avianca, por exemplo, por 13 mil milhas o trecho. Minha última compra de passagens aéreas foi justamente pelo LifeMiles (programa da Taca, Lacsa e Avianca), por esse valor - e consegui chegar ao número de milhas necessárias comprando milhas para completar as poucas que já tinha! Tive sorte de pegar uma promoção muito boa, que era, inclusive, somente para clientes já cadastrados anteriormente.

3. Persista!


Para conseguir uma passagem com milhas nas companhias aéreas, principalmente nas companhias nacionais, é preciso persistência. Ligar somente uma vez por dia é pouco: como há desistências e novos assentos liberados sempre, a situação muda todo o tempo. Você pode ligar agora e só conseguir um trecho por 100 mil e ligar daqui a uma hora e conseguir um trecho por 30 mil. Se a data da viagem se aproxima e as passagens não aparecem, considere trocar as milhas por uma passagem para um país"mais fácil" e mais perto do destino final e comprar passagens de lá para o seu destino. Há quem troque as milhas por uma passagem para Bogotá, por exemplo, e compre uma de lá para Miami ou Orlando (por cerca de 400 dólares na baixa temporada). Há programas com assentos irrestritos para países da América do Sul, o que torna ainda mais fácil essa baldeação. Só é MUITO importante simular as taxas de embarque! Algumas taxas são tão altas que fazem com que isso não valha a pena!

4.Procure por passagens em companhias parceiras


Alguns programas de milhagem são comuns para várias companhia aéreas, como é o caso do LifeMiles, que junta as minhas adquiridas pela Taca, Lacsa e Avianca. Outras companhias têm convênios com outras empresas aéreas, como é o caso da Star Alliance, uma aliança formada por várias companhias aéreas. A Star Alliance permite que membros dos programas de milhagem das companhia associadas resgatem passagens em qualquer uma das companhias associadas. Se você possui milhas TAM, por exemplo, pode trocar suas milhas por passagens da USAirways, da Continental Airlines ou da United Airlines, por exemplo. É só telefonar e pedir que a atendente cheque se há passagens disponíveis das companhias parceiras.

Viajar com milhas é difícil, mas não impossível! É só pesquisar bastante para descobrirmos as melhores promoções, os melhores preços e juntarmos muitas e muitas milhas... sempre aparece um bom negócio!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Volta...

Meeeses depois, 2012 chegou  o bloguinho continua abandonado! Agora, já chegando o carnaval, com o ano começando de verdade, vamos retomar! Eba!

Feliz 2012! 
(Antes tarde do que nunca!)


Que seja um ano de muitas lembranças e muitas novidades para contar! 

sábado, 15 de outubro de 2011

Top 10 Dicas para First-Timers: Dica 5

5 - Planeje suas refeições e faça reservas!


Foto por Joe Penniston

É difícil pensar em tudo quando fazemos uma viagem, pois imprevistos acontecem e pode ser que nem tudo saia como planejamos. Algumas pessoas preferem viajar com mais flexibilidade, sem muitos planos, e deixar para comer "onde der", não se prendendo à reservas, mas, como mencionei na dica sobre planejamento, elas também têm suas vantagens:

  • Sabendo onde vai comer você evita peregrinação por restaurantes que oferecem tipos de comida que não agradem à você e ao seu grupo.
  • Pesquisando conseguimos também saber que restaurantes são considerados bons e que restaurantes são considerados ruins. É claro que gostos são muito diferentes, mas é melhor arriscar em um restaurante conceituado do que em um que tem muitas críticas negativas, né?
  • Reservando você garante uma vaga nos restaurantes mais concorridos. Há vários restaurantes no complexo Disney nos quais, mesmo em épocas de baixa temporada, é muito difícil conseguir uma mesa sem reserva.

Eu prefiro fazer assim: reservar um restaurante table service por dia, de acordo com o planejamento, com os dias em que vou visitar cada parque. Levar uma lista dos restaurantes quick service bem-conceituados que gostaria de experimentar, assim tenho várias opções para escolher de acordo com o lugar onde estejamos, o que tivermos vontade de comer, etc.
Um exemplo: se um dia vou visitar o Magic Kingdom e ficar o dia todo lá (da manhã até a hora do fechamento), reservo um restaurante table service que gostaria de conhecer e levo uma pequena lista com restaurantes quick service que tenham boas recomendações e cardápios interessantes. É útil escrever do lado o tipo de comida servida, se é comida mesmo ou lanche,  pratos recomendados, para ficar mais fácil na hora de decidir onde comer. Para escolher o restaurante table service, levo em consideração a programação. Se planejo ver as paradas e shows de encerramento, por exemplo, faço a reserva para o almoço e não o jantar.

Nesse site é possível fazer reservas nos restaurantes table service e também ver o cardápio da maioria desses restaurantes. Já esse site e esse site têm o cardápio (com preços) da maior parte dos restaurantes e lanchonetes dentro do complexo.

O sistema de reservas da Disney funciona como um "priority seating", isto é, você não tem uma mesa reservada, mas tem prioridade na fila de acordo com o horário reservado. Por isso é importante não se atrasar (eles pedem para, se possível, chegar com 15 minutos de antecedência). Outra dica é levar a confirmação de reserva impressa. Dificilmente vejo relatos de reservas não encontradas, mas é sempre uma garantia a mais.

O tempo de antecedência recomendado para as reservas depende do mês da viagem e do restaurante. É possível reservar com 180 dias de antecedência. Para restaurantes mais concorridos, como o Cinderella's Royal Table (que fica dentro do Castelo da Cinderela), é recomendável reservar assim que abrirem as reservas, especialmente para meses de alta temporada. Além do Cinderella's Royal Table, alguns dos restaurantes mais concorridos, nos quais é recomendável fazer reservas com a maior antecedência possível, são:

  • Chef Mickey's
  • Be Our Guest
  • Le Cellier
  • Princess Storybook Dining no Akershus Royal Banquet Hall
  • 'Ohana

Foto por barom valium
Reservar ou não um table service é uma decisão muito pessoal. Há quem prefira fazer todas as refeições em restaurantes com serviço de garçom, mas é preciso ter em mente o tempo que perdemos nesse tipo de restaurante.Se o grupo tem só adultos, muito interessados em gastronomia, pode ser uma boa. Se o estilo da viagem é mais lento, aproveitando os dias calmamente, também. Há quem prefira reservar somente para o jantar, para não perder tempo durante o dia. É preciso reconhecer, no entanto, que uma paradinha para descanso no meio da tarde, sentado e no ar condicionado pode ser valiosa, principalmente para famílias com crianças e em meses quentes. O perfil do grupo, seus interesses, o mês da viagem, tudo deve ser levado em consideração. 

O importante é saber que existente um imenso mundo de sabores, além do hambúrguer com batatas fritas, na Disney! E um pouco de organização pode ajudar a aproveitá-lo da melhor maneira possível!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Um surpresa de aniversário

Para quem ainda não viu esse lindo vídeo da menina Lilly ganhando de surpresa uma viagem à Disneyland como presente de aniversário:


Uma ótima idéia para quem vai presentear os filhos com uma viagem à Disney! É sempre emocionante fazer uma surpresa dessas! 

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Novidade: CD do Brian Wilson com músicas da Disney

O ex-integrante dos Beach Boys, Brian Wilson, vai  lançar no dia 24 de outubro seu novo álbum: In The Key of Disney. O CD terá 12 faixas de músicas da trilha sonora de desenhos clássicos da Disney, veja a track list (com links para os originais das músicas):


1. You've got a friend in me (Toy Story)
2. The bare necessities (Mogli)
3. Baby mine (Dumbo)
4. Kiss the girl (A Pequena Sereia)
5. Colors of the wind (Pocahontas)
6. Can you feel the love tonight? (Rei Leão)
7. We belong together (Toy Story 3)
8. I just can't wait to be king (Rei Leão)
9. Stay awake (Mary Poppins)
10. Heigh-Ho (Branca de Neve)
11. When you wish upon a star (Pinocchio)
12. A dream is a wish your heart makes (Cinderela)

Na verdade eu comecei a escrever esse post achando que o CD já havia sido lançado, porque o ganhei há poucos dias! Descobri que o lançamento está marcado para 24 de outubro, mas acho que houve um pré-lançamento. De qualquer modo, a partir do próximo dia 24 ele começará a ser vendido. Já adianto algumas informações e as minhas primeiras opiniões sobre o disco:

Como super fã dos Beach Boys e da Disney eu estava ansiosa para ouvir o álbum! Realmente há bastante da sonoridade da banda nas músicas, mas não achei que superou o fantástico "Disney Songs the Satchmo Way" de Louis Armstrong. Achei bom, e ponto. Algumas músicas inclusive se repetem nos dois discos - "Bare necessities", "Heigh-ho" e "When you wish upon a star".

A versão de "Bare necessities" (uma das minhas músicas preferidas da Disney) não é tão interessante quanto a  de Satchmo e, na minha opinião, sua versão para "When you wish upon a star" também é muito mais bonita. "Heigh-ho", no entanto, ficou muito legal na versão de Brian Wilson! É uma versão quase toda instrumental, na qual ele misturou a melodia da música com elementos de "Whistle while you work" (também da Branca de Neve e também presente no disco de Satchmo) e "Yoh-ho a pirate's life for me" (Piratas do Caribe).

Não sei se porque adoro a música, mas, na minha opinião, "Colors of the wind" é um dos destaques do disco, assim como "Baby mine" e "Kiss the girl". Também gostei de "You've got a friend in me".  Já "Can you feel the love tonight" achei muito parecida com a versão de Elton John, que por sinal eu adoro, minha trilha preferida da Disney!

Enfim, essas são as minhas impressões iniciais, já que sou ouvi o disco umas duas vezes.
Vale muito a pena ouvir!