quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Relato de Viagem: Mickey's Not so Scary Halloween Party

Saindo do Discovery Cove fomos para o hotel. A ideia era tomar banho, se arrumar rápido e correr para o Magic Kingdom para aproveitar ao máximo a festa de Halloween do parque, a Mickey's Not So Scary Halloween Party (Festa de Halloween Não-Muito-Aterrorizante do Mickey). A festa começa oficialmente às 19h, mas é possível entrar com o ingresso a partir de 16h (embora eles neguem se você perguntar!).

Como ficamos até o fechamento do Discovery Cove (como não ficar?), chegamos no hotel por volta de 18h30. Até os três tomarmos banho, vestirmos as fantasias, sairmos, estacionarmos no Magic Kingdom e pegarmos o Monorail... chegamos quase 20h no parque!!! A festa durava até meia-noite, então tínhamos quatro horas para aproveitar.

O trenzinho do estacionamento.

A entrada do Monorail. Eu e minha mãe de costas. 

No trenzinho do estacionamento até a estação do Monorail só víamos brasileiros e NIN-GUÉM fantasiado, nem as crianças! Minha mãe foi logo reclamando: "Você disse que as pessoas iam fantasiadas! Não tem ninguém fantasiado aqui! Já vi que vou passar vergonha!" e eu disse "Calma, quando entrarmos no parque você vai ver!". Chegamos e, na entrada, recebemos nossas sacolinhas para pegar doces. Há cast members espalhados por todo o parque distribuindo balas, chicletes e chocolates em tamanhos pequenos, é só entrar na fila e abrir a sacolinha para ganhar alguns doces. Fomos andando pela Town Square e pela Main Street. Realmente, havia muitas pessoas fantasiadas! Algumas fantasias simples, outras bem elaboradas, outras muito criativas... uma delícia de se ver! Não vimos outros brasileiros ou turistas latino-americanos fantasiados, só os americanos e europeus mesmo. Seria por vergonha? Falta de informação? Ou pela questão cultural, já que não comemoramos o dia das bruxas aqui? Só sei que nós resolvemos entrar na brincadeira e éramos uma bruxa (minha mãe, uma bruxa bem light, apenas com roupas escuras, chapéu e acessórios), Mike Wazowski (marido) e Boo (eu, com direito a uma pelúcia do Sulley).

Uma bruxa bem discreta!

Mike Wazowski e Boo.

Uma pausa na descrição do relato da festa para explicar como montamos as fantasias: queríamos fantasias simples e não tivemos tempo de procurar nada no Brasil, então procuramos os itens lá mesmo. Minha mãe comprou a blusa no Walmart, onde comprei minha calça (capri? pescador? não sei o nome, gente!) roxa, blusão rosa e sapatilha branca de tecido de meia. Meus prendedores de cabelo, os acessórios de bruxa da minha mãe e o chapéu do Philippe são da Party City e o Sulley compramos no parque Hollywood Studios, onde Philippe comprou também sua blusa de Mike Wazowski. Gastamos pouco e compramos itens que podemos, em sua maioria, usar depois. É uma experiência muito legal, todo mundo parava para falar das nossas fantasias!

A estação de trem da entrada do parque, decorada com luzes roxas e bandeirinhas de "candy corn"

Um pôster convidando para a festa em meio a decorações de Halloween na entrada do parque. 

Lanterna do Mickey de abóbora.

O Town Square Theater enfeitado para o Halloween.

O parque fica todo decorado de Halloween nessa época e nos dias de festa há detalhes especiais, como luzes e fumaça. Tudo para dar um clima mais legal de noite das bruxas! Entrando, percebemos que a parada especial de Halloween, a Boo-to-You, estava para começar e resolvemos assistir. A parada é muito legal! Primeiro passa o cavaleiro sem cabeça e é preciso prestar atenção, pois ele passa rápido para anunciar a parada - aparada começa às 20h15 e ele passa às 20h10. A parada tem uma música legal, personagens fantasiados, os fantasmas da Haunted Mansion, vilões, uma banda de caveiras... acabamos assistindo duas vezes!
O carro que abre a parada Boo to You.

Personagens fantasiados para o Halloween. 

Margarida fantasiada de princesa. 

Pirata no carro-navio de piratas. 

Capitão Gancho.

Os fantasmas dançantes da Haunted Mansion também estão na parada!

Carro da Haunted Mansion com os túmulos dos famosos fantasmas que habitam a casa.

Mais uma dos fantasmas dançantes. Alguns guests se fantasiam de fantasmas da Haunted Mansion na festa, com fantasias incríveis!

Depois de vermos a parada pela primeira vez, resolvemos começar a aproveitar os brinquedos, já que saímos cedo do parque no primeiro dia e ficou muita coisa por fazer. Fomos no Piratas do Caribe e depois de pegarmos uns docinhos (a fila estava pequena), paramos para comer um cachorro quente no Casey's Corner. Hmmm! O Casey's é uma ótima opção para quem está esperando uma parada ou show de fogos. É só pegar o lanche e sentar no chão ou no meio-fio para esperar e você mata dois coelhos com uma cajadada: espera e mata a fome! O cachorro-quente é gostoso, tem um balcão com vários toppings para incrementar o sanduíche - tem cebolas, chucrute, pimenta, ketchup, mostarda e aquele queijo cheddar "plástico" quentinho, ótimo para molhar as batatinhas! (Eu sei é super trash, mas eu confesso que gosto!) E o preço é bacana, cerca de $7.19 o combo de hot dog simples com batata (ou fatias de maçã) e o refri sai por $2.59 no menor tamanho. Nós pagamos com o dining plan e pegamos brownies de sobremesa, que sinceramente não lembro se eram bons.

Fachada do Casey's Corner

A bruxa com o Pateta.

A Boo com o Pateta.

Mike Wazowski e Pateta. 

Comemos e logo já era hora do show de fogos, o Happy HalloWishes, que começa às 21h30. O show é lindo, com os fogos, as luzes de cores fantasmagóricas, as projeções no castelo e a trilha sonora especial, que inclui falas e trechos de músicas dos vilões e filmes mais "sombrios" da Disney (como "O estranho mundo de Jack", que eu amo!).

Luzes verdes e roxas no castelo.

Mais luzes e a fumaça dos fogos.

Fogos!

Muitos fogos!

Depois do show resolvemos dar uma olhada nas lojinhas para ver os produtos especiais de Halloween. Eu queria comprar uma capinha de celular do Jack Skellington e tive que me segurar para não levar mais coisas! Uma perdição!
Saindo das lojas, vimos de longe que o show dos vilões, o Disney Villains Mix & Mingle, estava  quase terminando. O show começa às 22h e acontece em frente ao castelo. Ficamos assistindo de longe e nos posicionamos para assistir à parada pela segunda vez, dessa vez com mais espaço, já que a primeira parada é sempre mais cheia que a segunda, que começa às 22h30.

Show dos vilões ao longe.

Os vilões na parada. 

Depois de assistirmos à parada decidimos voltar aos brinquedos. Minha mãe, que estava com o pé doendo muito (como mencionei em um post anterior, ela estava com esporão de calcâneo), resolveu ficar sentada, apenas observando o movimento. Eu e marido decidirmos ir ao brinquedo mais esperado da noite... a imperdível Haunted Mansion! Nos dias de festa de Halloween é especialmente legal ir nesse brinquedo! Eles colocam uma iluminação especial, fumaça, a carruagem dos fantasmas na frente da casa para tirar fotos (e se você tem o PhotoPass prepare-se para uma surpresa na foto!), a fantasma Madame Carlotta, que fica sentada no gramado em frente à casa,  interagindo com os visitantes, tudo muito legal! Só o que não é legal é o tempo de fila desse brinquedo, que acredito ser o mais concorrido em dias de festa de Halloween, enoooooooooorme! Mas a fila interativa faz o tempo passar rapidinho! Tanto que nem lembro quanto tempo ficamos lá...

Não tirei muitas fotos na Haunted Mansion! Chunfs!

Saindo, fomos pegar mais uns docinhos nas filas vazias de fim de festa e ainda tivemos tempo de ir ao It's a Small World. Atração clássica, velhinha, mas que, para mim, não pode faltar... adoro identificar os países dos bonequinhos, adoro o design da Mary Blair, a musiquinha horrorosamente grudenta que lembra a infância... Uma cast member desse brinquedo ficou especialmente empolgada com a nossa fantasia, disse que Monstros S.A. era o filme preferido dela, que adorou a ideia e o Sulley de pelúcia, muito simpática!

Olha o detalhe das renas! 

Menina holandesa com seus gansos. 

Menino italiano na gôndola. 

Taj Mahal e as meninas indianas. Com direito a tapetes voadores!

Pirâmides, camelo...

Adoro essa parte! As cores, as luzinhas, tudo lindo!

Muito fofa a menina holandesa em versão pastel com os gansos e a cena com o moinho e as tulipas. 

A despedida do brinquedo em várias línguas!

Saindo de lá já era meia-noite, hora de ir! Encontramos com minha mãe, passamos para pegar alguns docinhos no caminho (dica: os cast members costumam ser especialmente generosos nos doces no fim da festa!) e pegamos o monorail de volta para o estacionamento, cansados e felizes.

Gostamos muito da festa. O único arrependimento foi ter chegado tarde, pois não conseguimos aproveitar tanto os brinquedos e nem tirar fotos com personagens - alguns aparecem especialmente nos dias de festa, como Jack Skellington e Sally, os vilões como Jafar e Malévola e os sete anões (sim, todos eles juntos!). Se bem que não gosto muito de perder tempo em filas para tirar fotos com os personagens. E também não dá pra falar em arrependimento tendo como o principal motivo do atraso ficar até o fechamento do Discovery Cove, né? Quanto mais tempo nesse parque maravilhoso, melhor! Esse foi um dos dias mais especiais da nossa viagem, e apesar do Discovery ser um parque mais relaxante, foi um dia mega cansativo. E vamos dormir que amanhã tem Sea World!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Relato de Viagem: primeiras comprinhas em Midtown Miami

Após tomarmos café no hotel e fazermos o check out, resolvemos aproveitar a manhã para fazer as primeiras comprinhas.
 Fomos para lá sem grandes pretensões de compras, o objetivo maior da viagem era curtir os parques, mas queríamos comprar roupinhas e por isso fomos de malas vazias. Levei apenas: roupas íntimas, um short jeans, uma calça jeans (fui usando), um casaquinho cardigã, um tênis velho bem comfortável, um par de havaianas, um par de sapatilhas (fui usando), uma saída de praia, biquíni (encomendei um biquíni estilo pin up para entrega no hotel da Disney, mas levei outro por precaução), umas quatro blusas, alguns poucos acessórios e produtos de higiene (desodorante, óculos escuros com grau, etc), uma bolsa maiorzinha que fui usando e uma menorzinha para os parques... E só! Minha mãe e marido fizeram a mesma coisa, levaram apenas algumas peças básicas.

Optei por fazer as primeiras compras no shopping Midtown Miami por alguns motivos: tem lojas que eu queria visitar, é vazio e fora do circuito turístico, não é longe do hotel,  além de ter estacionamento fechado (embora pago). Não é bem um shopping, é mais um complexo de lojas.

Eu e minha mãe na Fountain Plaza do shopping. Sim, há estátuas do Romero Britto por lá!

A primeira parada foi a, querida por muitos e odiada por outros tantos, Ross Dress for Less. A Ross é uma espécie de "outlet dos outlets", pra onde vão todas as sobras do que não foi vendido nas pontas de estoque, por um preço ainda menor. As lojas costumam ser cheias e bagunçadas. As coisas não são muito bem organizadas, são meio "jogadas" nas araras e, como é preciso garimpar as peças boas e tamanhos certos, os clientes fazem ainda mais bagunça! Não é uma loja recomendada para quem não gosta de perder tempo garimpando. Dizem que os estoques são repostos todos os dias e que é melhor chegar cedo e ir em lojas mais distantes do circuito turístico. Acreditei e foi isso que fizemos, chegamos na loja por volta das 10h30.

Confesso que ficamos lá por muito mais tempo do que planejamos, embora a loja estivesse bem vazia e mais organizada do que eu esperava.
Lá dentro nos dividimos para procurar o que queríamos mais rápido. Esse foi o primeiro contato da minha mãe, Rô, e do meu marido, Philippe, com uma loja americana e lembro da minha mãe dizer, ao passar pela seção de decoração e ver o tanto de coisa bonita e os preços super baratos, "dá vontade de sentar e chorar".
Não compramos muita coisa... lembro que minha mãe comprou meias, panos de prato (com estampas e um tecido incrível), meu marido comprou meias, blusa básica, cuecas... realmente é necessário garimpar, pois há muitas peças feias e algumas bonitas no meio. Minhas duas melhores compras foram esse vestido e essa blusa:

A blusa é de flanela bem grossinha e o preço é inacreditável para a qualidade! Ela é muito bem costurada, cheia de detalhes, linda! O tamanho é L (large, ou seja, grande), mas coube certinho em mim, que visto M.
O vestido também é de um tecido grossinho, que lembra um tweed mais fino. Ele veste bem e tem esse detalhe lindo nas costas. Também achei um preço ótimo para a qualidade. Na hora não gostei muito da estampa, mas vestiu bem, comprei e estou usando muuuito! Comecei a usá-lo lá mesmo, durante a viagem.

Depois da Ross demos uma passadinha na Marshalls, mas não compramos nada. Demos um pulinho também na PetSmart, para comprar brinquedinhos para os filhotes de pêlos e penas que ficaram aqui no Brasil.
A última parada foi a T-Mobile, onde compramos um chip pré-pago para o celular. O chip, que tem validade de 3 anos, custou US$10 e escolhemos um plano pay by the day, onde pagamos um valor (US$2, se não me engano) por dia, incluindo ligações locais e internet 3G. Como os parques ainda não tinham wi-fi, usamos muito para acessar a internet, enviar fotos para o Facebook, ver no aplicativo o tempo das filas, etc. Para nós o plano compensou. Para quem quer contratar por mais tempo, talvez valha a pena dar uma olhada nos outros planos. Também preferimos não contratar o plano com ligações internacionais, que era bem mais caro. Como tínhamos acesso ao Skype, ficaria mais barato usá-lo e comprar um cartão pré-pago para usar no telefone convencional, para falar com os que não tinham acesso ao Skype (meus avós, basicamente). Deu super certo! É importante ver se o chip é compatível com o celular.

Queríamos ir na Party City, para comprar fantasias para a festa de Halloween no Magic Kingdom, e no supermercado Target , mas já estávamos famintos e estava ficando tarde, então resolvemos ir almoçar e deixar as fantasias e as compras de supermercado para Orlando. Era dia 6 de setembro, aniversário do Philippe e tínhamos uma reserva em um restaurante na Disney, por isso não podíamos chegar muito tarde em Orlando.
Uma dica para quem quer ir nesse complexo de lojas é que lá há restaurantes e lanchonetes, como o ótimo Five Guys e o... GIRAFFAS! Sim, é sério, olha a foto que tiramos no elevador:

"Um toque brasileiro ao que você gosta de comer". Propaganda do Giraffas no elevador. 

É claro que eu não ia escolher comer no Giraffas estando nos EUA, ainda mais com um Five Guys no mesmo local! Mas nós não queríamos comer hambúrguer, queríamos mesmo era comer camarão e lagosta! Comida que Philippe gosta para comemorar seu aniversário. Então, resolvemos colocar o pé na estrada para Orlando, com uma paradinha no Red Lobster mais próximo!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Relato de Viagem: Primeira noite em Miami - Comfort Suites Miami Airport North

Como disse no último post, chegamos tarde da noite em Miami. Pegando malas, alugando carro, só fomos chegar ao hotel de madrugada.
Já esperava chegar tarde e por isso procurei um hotel com características específicas: com recepção 24 horas, perto do aeroporto, com estacionamento descomplicado, com café da manhã, mesmo que simples, para nos poupar tempo de manhã e, claro, limpo, minimamente confortável, com bom atendimento e bom preço. Ufa! As exigências parecem muitas, né? Então me pus a procurar avaliações em sites de viagem e de reservas, como o Trip Advisor e o Hoteis.com. Depois de muuuuita pesquisa (dá trabalho, mas eu amo!), achei o Comfort Suites Miami Airport North.

Viajaríamos em setembro e o hotel havia sido inaugurado em fevereiro. As avaliações eram ótimas, as únicas críticas eram o estacionamento pequeno que enchia rapidamente (mas havia a possibilidade de estacionar próximo ao local), o café da manhã que não agradava a todos e a vizinhança que, bem, o hotel é ao lado do aeroporto! Não tem nada! O café não me preocupava, pois queríamos algo simples. O estacionamento também não me parecia um grande problema, pois íamos em baixa temporada e havia possibilidade de estacionar próximo ao local. A vizinhança também não era problema, pois iríamos apenas dormir e sair na manhã seguinte. O quarto era uma suíte com duas camas queen e um sofá-cama - ótimo para nós que, de início, seríamos cinco pessoas. A tarifa, para reserva com antecedência, também era boa e tanto o estacionamento, quanto o café, estavam incluídos gratuitamente. Não pensei duas vezes.
O hotel oferecia translado gratuito 24 horas entre o hotel e o aeroporto e cogitei utilizá-lo caso chegássemos cansados demais para pegar o carro. No fim, achamos melhor pegar o carro logo para economizarmos tempo na manhã seguinte.


Carro parado nos arredores do hotel.

 Chegando no hotel, não tivemos problemas para estacionar. Como previsto, o estacionamento estava bem vazio. Havia apenas um atendente na recepção, muito cordial, e o check-in foi super rápido. Notamos que ao lado da recepção havia um pequeno bar (fechado, pelo horário) e uma pequena lojinha de conveniência com itens que podem ser úteis, como água e cup noodles. O hotel é muito novo, tem decoração sóbria, mas bonita, apesar de ser um hotel simples. Há uma pequena piscina e um fitness center, que não usamos. 


Piscina.


O quarto era surpreendentemente espaçoso e limpo. Há uma ante-sala com o sofá cama, mesinha de centro e uma escrivaninha. Do outro lado o rack de TV, poltrona e banquinho. Há bastante espaço para guardar roupas, já que tem um armário (com cofre e tábua e ferro de passar) e gavetas. Mobília, carpete, tudo novinho! 


Ante-sala

Marido, a escrivaninha e poltrona.

Rack com a TV.

Armário por dentro.

Tem microondas, frigobar e cafeteira - ótimo para quem vai com criança ou fica por mais tempo. Eles fornecem alguns sachês de café e chá, mas minha mãe e meu marido provaram e disseram que o café é horrível! Aliás, café nos EUA, é realmente ruim (Há uma explicação para isso, mas deixo para um post futuro).A internet wi-fi funcionou bem para nós, mas já ouvi relatos de que não pega bem em alguns quartos.


Cafeteira com copinhos e sachês.


A cama é super confortável! Estávamos exaustos e apagamos! Tivemos uma ótima noite de sono, pois, apesar do hotel ser bem próximo ao aeroporto, o quarto é bastante silencioso, não ouvimos o barulho dos aviões.  


Camas.

O banheiro tinha espaço suficiente, era também bastante limpo e a água quente funcionou perfeitamente.

Banheiro

Pia.


Quem está acostumado com os buffets de café colonial dos hotéis brasileiros pode se decepcionar com o hot breakfast oferecido pelo hotel. Eles oferecem bastante variedade - alguns pães, cream cheese, ovos, algumas frutas - mas a comida não é lá essas coisas. Os ovos eram horríveis! Uma espécie de omeletes, que devem ser comprados prontos e ficam duros e borrachentos (e ainda estavam frios!). Já os waffles, no sistema "faça você mesmo", eram beeem bons! São dois ou três tipos de massa, que você derrama na maquininha e espera ficar pronto, e várias coberturas disponíveis. Para mim o waffle e o suco de laranja (aquele pasteurizado da Flórida, horrivelmente bom! rs)  já valeram como um belo café da manhã. Não é uma super refeição de férias, mas quebra o galho de quem tem que sair cedo e é de graça (de graça não, né? Nada é de graça, mas não representa um custo extra!).  


Cara de sono, comendo waffle tomando suquinho. 
Cara de sono, comendo ovos ruins e pão com cream cheese.

Bem alimentados, fizemos um check-out, também super rápido e rumamos para o shopping Midtown Miami. Nossa viagem estava apenas começando!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Relato de Viagem: A chegada em Miami e o aluguel do carro

Pesquisei muito antes de escolher por qual empresa alugaria o carro, item indispensável para quem vai para Orlando por Miami. Decidi alugar através do Orlando Tickets Online e não me arrependo... um ótimo preço, um ótimo atendimento e não, eu não estou ganhando nada para dizer isso! Mas, infelizmente, não posso dizer a mesma coisa da Alamo, a principal locadora com a qual eles trabalham (acho que eles trabalham com outras também, mas no site apenas os preços da Alamo estão listados).

Após chegarmos em Miami, já tarde da noite, pegamos as malas na esteira e, após fazer a imigração (tranquila, sem traumas!), pegamos o MIA Mover até o local onde ficam as locadoras de carros. O primeiro mico em terra estrangeira já aconteceu nesse percurso, quando dona Rosangela (minha mãe), sem saber que era proibido, entrou com o stroller de carregar malas em uma das esteiras dos corredores do aeroporto. O que aconteceu? O stroller travou e as malas despencaram, caindo todas em cima da esteira e causando um enorme engarrafamento de pessoas, já que quem vinha atrás teve que parar. Um King Kong!


A única foto que tirei do aeroporto usei no último post. Essa foto é do Jimmy Baikovicius.



Chegando na área das locadoras, depois de uma pequena fila, fomos atendidos em um dos balcões da Alamo. Eu já sabia que o atendente me empurraria uma série de seguros extras e já estava preparada para recusá-los, mas não esperava que ele fosse tão agressivo em sua abordagem. 
Sempre ouvi todos falarem "você não precisa de nenhuma outra coisa além desses seguros já contratados e do SunPass (o adicional para passar direto nos pedágios e ter as tarifas cobradas depois pelo cartão de crédito)", então já sabia que deveria negar qualquer outra coisa oferecida. 
O atendente, muito arrogante, me perguntou se queria trocar de categoria. Disse que não. Ele disse que, como éramos 3 pessoas, nossas malas não caberiam no carro. Eu disse que tínhamos apenas três malas médias, não pretendíamos fazer muitas compras e que elas caberiam, sim. Ele insistiu. Eu disse que tinha um carro muito pequeno no Brasil e que se as malas couberam nele, caberiam em um carro maior (eu tinha um Twingo, não tinha como as malas caberem nele e não caberem em um carro da categoria que alugamos!). Ele sacudiu os ombros, murmurou um "ok" com cara de "depois não diga que não tentei avisar" e, sem me perguntar mais nada, entregou o contrato... com vários seguros e itens que me gerariam um enorme custo extra! 

Devolvi o contrato, pedindo, muito educadamente, que ele imprimisse um novo SEM aqueles itens que eu NÃO havia pedido! O atendente reagiu como se meu pedido fosse absurdo, disse que se algo ocorresse a minha mãe seria responsabilizada (pagamos com o cartão de crédito dela, já que o meu havia sido clonado pouco tempo antes da viagem). Eu disse que não queria, que não precisava daqueles itens e ele continuou tentando nos convencer de uma maneira bastante agressiva, falando muito em espanhol (enquanto eu falava apenas em inglês com ele) e dizendo "Você tem certeza? Você quer que sua mãe seja responsabilizada? Ela pode ter que pagar muito dinheiro! Ela pode até ser presa!", virava para minha mãe e dizia "Você quer ser responsabilizada? Quer sofrer as consequências?". Ele falava como se alguma coisa fosse acontecer conosco com certeza, o que dava um tom de ameaça ao que ele dizia. 
Ele só parou quando pedi, falando bem alto para que os clientes que estavam nos balcões ao lado escutassem, que ele cancelasse tudo que eu alugaria o carro por outra empresa. Ele disse algo como "Tudo bem, eu fecho seu contrato como você quer. Mas depois não venha aqui chorando, reclamando. Não diga que eu não avisei!".
Escolhemos um carro entre os dois que estavam disponíveis, um Dodge Avenger, e fomos embora, com medo de que algo ocorresse, de que fosse tudo armado pela locadora para que algo desse errado. Felizmente, nada ocorreu durante toda a viagem. 


O Dodge que alugamos. Foto minha.

É complicado recomendar a Alamo depois do atendimento que tivemos, mas voltaria a alugar através do Orlando Tickets Online sem pensar duas vezes. Em Orlando, passamos no escritório para buscar alguns ingressos que compramos com eles e pegar o GPS que eles emprestam e o atendimento foi ótimo! Nos deram dicas, recomendações de segurança e ainda peguei alguns cupons de desconto que estavam disponíveis. Da próxima vez, alugo com eles, mas por outra locadora.

Próximo capítulo: o hotel que ficamos em nossa primeira noite em Miami. Outra grata surpresa! Aguardem!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Relato de Viagem: Voando Avianca para Miami

Uma surpresa positiva da nossa viagem foi voar pela primeira vez pela Avianca.

Já tinha ouvido falar bem da companhia, nas minhas longas pesquisas, quando me deparei com uma promoção imperdível do Lifemiles, o programa de milhagem da Taca/Avianca. Aconteceu assim: havia me cadastrado no Lifemiles havia alguns meses, para receber promoções por e-mail e ficar por dentro do programa, e recebi um e-mail anunciando a promoção de compra de milhas a 2x1 para clientes cadastrados há mais de três meses. Eu não tinha nenhuma milha, mas resolvi checar o preço para ver se valia a pena comprar algumas... qual não foi a minha surpresa ao achar um voo de ida e volta para Miami por um número muito baixo de milhas! Inacreditáveis 26 mil milhas pela ida E volta! Chequei e vi que o número máximo de milhas permitido para a compra me permitiria resgatar, com folga, três passagens de ida e volta para Miami. Perfeito! Era o que eu precisava! Comprei a metade do número necessário de milhas, ganhei o dobro pela promoção e resgatei as três passagens pelo preço de uma! Sim, eu paguei o preço de UMA passagem de ida e volta para Miami por TRÊS passagens! Uma façanha que nunca mais consegui repetir, embora a Avianca ainda faça promoções de compra a 2x1 de vez em quando (mas nunca mais consegui encontrar passagens por uma baixa quantia de milhas).


Estava empolgada com a promessa de um bom serviço e aeronaves novas e foi o que encontrei.
Embarcamos no dia 5 de setembro, por volta de 8h45 da manhã, depois de uma longa fila para o check-in, pois não havia conseguido fazer check-in online.

Se não me engano, o avião era um Airbus A319, com três assentos de cada lado. Não senti muita diferença no espaço entre as poltronas, que alguns reviews na internet dizem ser um pouco maior. O serviço, no entanto, foi atencioso, a comida comível (padrão de comida de avião,  mas comida e não barrinha de cereais) e o entretenimento de bordo, uma delícia.

O avião tem telas individuais com filmes, séries, jogos, informações turísticas, músicas, clipes e shows. Havia vários filmes novos (Valente, O Ditador, MIB3, entre outros) e também filmes mais antigos e clássicos. Achei os shows e as séries interessantes também (shows do John Lennon, Duran Duran, séries Modern Family, Two Broke Girls, Simpsons, entre outras). A grande desvantagem é que não há opção de legendas em português, apenas dublagem.


A telinha inclui uma entrada USB, que lê somente fotos e arquivos de mp3, mas não lê vídeos. Há um controle remoto que serve também de console para jogos, muito interessante!
Travesseiro, manta e fones de ouvido estavam à disposição de todos sem custos, mas aconselho levar os próprios fones, pois a qualidade dos fornecidos pela companhia é bem ruim (quebra um galho para os esquecidos, de todo modo).
A comunicação com os passageiros era toda em espanhol bastante corrido ou um inglês pouco compreensível, mas nada que representasse um grande problema, já que os comissários eram atenciosos.

No primeiro trecho, foi servido um café da manhã à bordo. De acordo com as fotos que tirei (a minha parca memória talvez não me deixaria lembrar de tudo), uma das opções era omelete, com batatas, um pedacinho de linguiça, tomate, um copinho de frutas, pãozinho integral, manteiga e geleia. A outra era quiche de queijo, champignon, as mesmas batatinhas, frutinhas, o mesmo pãozinho, manteiga e geleia. O almoço foi um sanduíche de queijo, presunto e tomate. Para beber, muitas opções, de vinho branco a refrigerante colombiano Postobon. As bebidas alcoólicas estavam disponíveis somente no almoço e incluíam vodca Absolut e uísque Red Label.


Por volta das 13h chegamos ao aeroporto de El Dorado em Bogotá, Colômbia. Esta é a parte ruim da viagem, uma looonga parada de 5 horas. Mas pelo preço das passagens, eu não podia reclamar, né? Mais que justo!
O aeroporto de El Dorado é o hub da Avianca na América do Sul e tem infraestrutura semelhante à que temos no Galeão, aqui no Rio, ou seja, precária. Duty Free fraco, poucas opções de restaurantes e lanchonetes e um wi-fi imaginário que não funcionou para nós. Há quem saia do aeroporto para dar uma volta em Bogotá, visitar o Cerro Monserrate ou almoçar pelo centro, mas, apesar de ser tentador, o medo do engarrafamento em um dia comercial falou mais alto. Ficamos no aeroporto.

O procedimento de desembarque já tomou um certo tempo de nossa espera e depois fomos almoçar na praça de alimentação do aeroporto. Dica: ao sair do local de desembarque é melhor não entrar na fila de conexões, mas na fila de desembarque/imigração, como se fosse sair do aeroporto e ir para a praça de alimentação. A área de espera para conexões tem pouquíssimas opções! Nós entramos pelo lugar errado, para a área de conexões, onde há apenas o Duty Free, alguns cafés e duas lanchonetes, e tivemos que recorrer a um funcionário do aeroporto para sair dela (meio fugidos, por uma escada de funcionários!).
Na praça de alimentação, nada de comida gourmet, mas é possível provar pratos tradicionais colombianos, como a bandeja paisa. Com mais três horas e meia de viagem pela frente preferimos não arriscar uma dor de barriga, preferimos pedir massa em um restaurante chamado Piccolo. Lasanha, espaguete, nada muito elaborado, nada maravilhoso, nem ruim, apenas bom. Nos divertimos pagando a conta de  64.715... pesos uruguaios! Com cartão de crédito, é claro, não precisamos trocar pesos. Tentamos o pagamento com American Express, que não passou, mas conseguimos com o Mastercard.


Depois um café colombiano em uma das lanchonetes mais próximas à área de embarque. Café ruim e não conseguimos pagar com cartão, pois nossa conta não atingiu o mínimo necessário estipulado pela loja. Nossa sorte foi um venezuelano simpático na mesa ao lado, que morava no Brasil, viu nossa dificuldade e se dispôs a trocar algum dinheiro por reais.

Antes do embarque passamos por uma revista bem rigorosa! Tivemos que tirar sapatos, abrir malas, nécessaires, tudo! Minha mãe perdeu um isqueiro e um cortador de unha. Besteira, mas se não quiserem perder nada, é bom checar as regras e pensar bem no que levar!
Enfim, embarcamos em um avião equivalente ao do primeiro trecho, outro A319 ou um A320, talvez, não prestei atenção, sorry! Nesse voo foi servido jantar. Uma saladinha, frango com legumes e purê de batatas. Não me lembro qual era a segunda opção e, a contar pelas fotos, todos comemos a mesma coisa. De sobremesa um biscoitinho colombiano recheado de doce de leite que, se bem me lembro, era muito bom!


Algumas horas depois... welcome to MIA! Saímos de Bogotá pouco depois das 18h e chegamos em Miami por volta das 23h, sem atrasos.

Na volta não tivemos a mesma sorte, mas isso já é estória para outro post... por enquanto nossa viagem está apenas começando!